quarta-feira, 23 de abril de 2014

Gringolaço > Real Madrid 1 x 0 Bayern de Munique: Posse de bola não ganha jogo

Se o seu time gosta de tocar a bola de um lado para o outro, costuma ter uma posse de mais 70% por partida, não gosta de arriscar de longe e só fica cruzando mais do que cachorro no cio. Cuidado, talvez esteja sofrendo de uma doença chamada “Barcelonite Aguda”.

Deixando a brincadeira de lado, eu até gosto do futebol bem jogado, com toques rápidos e precisos, as duas equipes com propostas de atacar, o tal do tiki-taka é legal de assistir, mas serei obrigado a recitar duas frases mais manjadas e repetidas do que a exibição de “A Lagoa Azul” na Sessão da Tarde (graças a Deus que não teve hoje). A primeira: posse de bola não ganha jogo. A segunda: se não chutar, não faz gol. Simples assim, e o Bayern de Munique deu uma de Barcelona na quarta-feira passada e praticamente não assustou a meta de Casillas durante os primeiros 90 minutos de um duelo de 14 títulos europeus.

O Bayern começou bem ao seu estilo Guardiola de ser: uma posse de bola acima dos 70%, aquele tiki-taka com sotaque alemão e nada de chance concreta. Só que o treinador não tinha ideia da arapuca que Ancelotti havia preparado e na base do contragolpe, e da eficiência, abriu o placar aos 18 minutos: Cristiano Ronaldo deu um passe para Coentrão pela esquerda. O lateral cruzou rasteiro e Benzema apareceu em velocidade para empurrar no fundo da rede de Neuer.

Isso Ancelotti sabe fazer, não foi à toa que fez sucesso no Milan e conquistou os títulos mais importantes com uma defesa sólida, uma outra linha de quatro jogadores no meio (estilo futebol inglês) e na base do contra-ataque fazia o resultado.

No Bayern, Ribéry não conseguiu fazer nada contra a defesa muito bem fechada do Real Madrid. Quem buscou mais o jogo foi Robben. O holandês ganhou a maioria dos duelos com Coentrão pela ponta, mas acabou se perdendo em sua própria confiança e muitas vezes foi fominha. Já o Real poderia até matar o confronto ainda no primeiro tempo com duas excelentes chances perdidas por Cristiano Ronaldo e Dí Maria, porém ambos mandaram a pelota por cima da meta de Neuer.

A segunda etapa teve o mesmo panorama do primeiro. O Bayern precisava sair para empatar, só que não conseguia criar. Guardiola bem que tentou mexer na equipe e implantar a sua filosofia, mas não surtiu efeito e nem na base da “empurrança” conseguia empatar. Acredito que se o árbitro desse mais 30 minutos de acréscimo não haveria alteração no placar, pois se de um lado teve muito ‘nhém- nhém- nhém’ na área e sem objetividade (Bayern), do outro, tivemos uma equipe que não estava nem aí para o segundo tempo e só queria que o jogo terminasse logo (Real).

Uma coisa que me deixou intrigado: a teimosia do time bávaro em cruzar bolas na área. Tudo bem que eles têm o Mandzukic, é alto, “trombador”, mas tentar 999.999.999...cruzamentos – e todos errados (segundo o Instituto de Pesquisas DataLemos) e não aproveitar a qualidade em jogar pelas trincheiras, realmente pediu para perder. É uma coisa que eu vejo, por exemplo, no futebol americano, se um time não consegue jogar pelo alto, a saída é por baixo. Isso poderia acontecer nesse jogo. Oras, se o Bayern tentou pelo alto e não obteve sucesso, por que não tentou por baixo?

E nisso, eu tiro outra vez o chapéu para o Ancelotti que treinou, e muito, essa jogada. O Bayern do Guardiola, assim como do seu antecessor, além do toque de bola, tem a jogada aérea como ponto forte e foi completamente neutralizada.

Fim dos primeiros 90 minutos e 1 a 0 para o Real Madrid. Para o jogo de volta, os dois treinadores terão seus pupilos à disposição. O Bayern joga em casa, terá que sair para o jogo, precisará tirar essa diferença e acima de tudo: não levar gols. E gol fora de casa, numa fase dessas, faz toda a diferença.

Reveja esse conceito, Guardiola, no jogo de ida foi 68% de posse de bola, raríssimas chances de gol e cruzamentos errados que consagraram a zaga merengue. É bonito, é moderno, mas não ganha jogo e muito menos campeonato. Ou reverte o resultado ou o “Império Bávaro” vai começar a entrar em xeque.
Para quem sofre de ‘Barcelonite Aguda’, leia este aviso e previna-se: “A persistirem os sintomas seu time será eliminado”.

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* A coluna Gringolaço analisa os principais torneios e acontecimentos do futebol europeu.


por Antonio Lemos
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Copa no Quintal > Itália: Tradição, orgulho e respeito


Ah, Azzurra. Sempre carregando o fascínio que você impõe sobre seus adversários, essa admiração, esse respeito que aquela cor azul coloca em campo, que a torna tão admirável. Seriam seus esquadrões tão temidos? Seu futebol vistoso e bonito? A forma exuberante com que sempre chega ao Mundial ou as campanhas irrefutáveis nos mesmos? A organização exemplar de seu campeonato nacional? Bom, como tifosi honorário posso dizer tranquilamente que a resposta para todas essas perguntas é: não.

Afinal, nunca a vimos chegar numa Copa do Mundo como franca favorita ao titulo, mesmo quando foram à competição para defender seu título. Pelo contrário! Quase sempre chegam sob olhares desconfiados, muitas vezes até em crise e sempre se arrastando na primeira fase contra adversários fraquíssimos ou de pouca tradição. E é ai que mora um dos seus segredos: a sua “previsível imprevisibilidade”. “Mas Helder, você encarnou o Cleber Machado ou o Fernando Pilat?”. Nem um nem outro, mi amici, e os motivos explico a seguir.

Começando pelo seu esquema de jogo bem definido por uma escola cuja tradição os acompanha a décadas. Meu pai e meus avôs sempre falaram do esquema de jogo 8-1-1 típico da seleção italiana e seguido a risca pelos atletas. O goleiro sempre é alguém acima da média, com nomes como Zoff, Pagliuca, Peruzzi e Toldo. Dos “oito defensores”, sempre haverá três tipos de zagueiro: um carniceiro (Gentille, Materazzi), um técnico (Scirea, Facchetti, Baresi, Nesta) e um voluntarioso que consegue unir o melhor dos dois de anteriores (Cannavaro, Bergomi); um volante com pulmão invejável que tão carinhosamente chamamos de “brucutu” no Brasil (Gattuso, Dino Baggio) e outro volante que tem um passe um pouco melhor (Albertini, Antonio Conte). O “um” é um meia clássico de habilidade e visão invejável, até raras às vezes. Quem não conhece Roberto Baggio, Del Piero ou Totti?; E o centroavante é alguém de habilidade duvidável, mas com faro de gol (Oi, Paulo Rossi? Vieri? Inzaghi?). Ah sim, e SEMPRE há algum brasileiro, argentino ou uruguaio naturalizado no time, como jogaram nosso conhecido carrasco Ghiggia, o campeão pelo Brasil em 58 Altafino Mazzola e o argentino Camoranesi em 2006.

O time sempre vem com essas mesmas peças estereotipadas e já definidas e por mais que alguns digam que o time atual é “diferente” dos anteriores, as peças são sempre as mesmas. Já se vê Gigi Buffon voando embaixo das traves há muito tempo; Chiellini, Bonucci e Barzagli são os três zagueiros bem definidos. No meio de campo De Rossi é o pulmão, Montolivo o passe mais “qualificado”, Pirlo o maestro e no ataque, Balotelli, o matador. E os naturalizados que não podem faltar, há o nobre cidadão da Mooca Thiago Motta e o argentino Oswaldo.

Outro fator é a falta de expectativas que o time cria (ou não cria, como quiser). Campanhas terríveis ou extremamente sofridas em competições anteriores e retrospectos duvidosos em amistosos são mais do que comuns. A Itália jamais faz uma campanha de encher os olhos. Não existe meio termo com eles. Ou lutam bravamente, sofrendo para passar por todas as fases, ou perdem de maneira vexatória. Esse ano não parece que será diferente uma vez que, graças a uma maracutaia na tentativa da FIFA e UEFA salvarem a França, a Azzurra caiu no grupo da morte junto de Inglaterra, Uruguai e Costa Rica.

Também beira ao clichê algum esquema de corrupção ou manipulação de resultados na Serie A eclodirem antes de competições importantes, muitas vezes, com atletas, técnicos e árbitros envolvidos, o que agrava a crise de tal maneira que é comum de se ver jogadores desembarcarem sem conversar com seus jornalistas paesani. E com razão, pois a imprensa de lá é tão parcial e corneteira que seria capaz de tornar qualquer Chico Lang um exemplo de neutralidade. Tudo por conta de fanatismo exacerbado que rege o país no que diz respeito ao Calcio. Ou vai dizer que você ainda não conhece o jornalista italiano Tiziano Crudelli, o homem que melhor representa a paixão italiana pelo esporte?


E no final, o que mais nós, brasileiros, tanto admiramos na Azzurra é o orgulho que os jogadores sempre mostram no gesto simples de cantar seu hino antes das partidas. Algo que parece muito simples, mas que no final das contas nos falta. Um amor pela pátria que de tão intenso, cativa. Marca registrada de um povo caloroso que vive de acordo com suas emoções. As raízes italianas nessa terra e a macarronada da vovó aos domingos só endossam a simpatia e a torcida. Sempre desacreditados, com o favoritismo limitado à camisa, mas com o respeito exalado pela camisa azul são as principais armas da Azzurra em busca do penta. Há quem diga que o time que vem para o Brasil é diferente dos anteriores, mas falando sério, quem acredita nisso?

E é o que os torna o que são. Os torna tradicionais. Os torna respeitados. Os torna queridos. Os torna queridos.

PS: A caminhada italiana é um filme que sempre se repete, mas com um final que sempre muda. Há não ser que no caminho apareça a Alemanha, porque aí todos sabem como vai acabar. O bicho para o spaghetti é sempre garantido.



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* Aqui na coluna Copa no Quintal você entra no clima do Mundial no Brasil, com as análises das principais seleções que nos visitarão em 2014.



por Helder Rivas | comentarista italiano da Copa do Mundo 2014
@HelderRM

terça-feira, 22 de abril de 2014

Gringolaço > Atlético de Madrid 0 x 0 Chelsea: É Champions League ou Libertadores?

Correria, lesões, discussões e muita catimba. Você leitor do Redação não leu errado. Teve muita catimba nos primeiros 90 minutos do confronto entre Atlético de Madrid 0 x 0 Chelsea. O empate sem gols na teoria foi bom para o time inglês, mas na prática pode ser uma fria, mas isso falarei ao final do post.

Segundo o nosso colega de Redação Helder Rivas, o Atlético de Madrid está jogando um futebol semelhante ao Corinthians de 2012 quando ganhou a Libertadores. Vou mais além: os Colchoneros jogam um futebol similar a qualquer time argentino nos tempos áureos da década de 1990, quando era duro bater o Boca Juniors em La Bombonera, o River no Monumental de Nuñez, o Racing e o Independiente em Avellaneda, enfim, semelhanças à parte, o treinador é hermano e sabe conduzir uma competição dessas.

Outro fator que me impressionou foi a festa que a torcida colchonera fez durante os 90 minutos. Eram 50 mil torcedores gritando, cantando sem parar, como se uma parte de Buenos Aires estivesse na capital espanhola. Com todo o trocadilho ao nome do estádio, foi um verdadeiro ‘calderón’. Simplesmente espetacular, pena que não saiu gol.

No outro lado, o Chelsea sob comando de Mourinho também tem um estilo similar ao futebol tupiniquim e sul-americano. É claro que por onde o portuga passa leva seu estilo de jogo e recorre sempre à “Nossa Senhora da Retranca”, mas é inegável dizer que ele sabe armar, e bem, essa arapuca. Quando o Atlético tentava impor uma pressão, lá vinha a defesa dos Blues colocar a bola no chão e esfriar a partida. Foi assim durante o jogo inteiro.

O duelo tático dos treinadores começou antes mesmo de a bola rolar, com mudanças nas formações tradicionais das duas equipes. No Atlético, Diego Simeone colocou o brasileiro Diego Ribas como titular em lugar de David Villa, com a intenção de poder jogar mais entre as linhas do rival.

No Chelsea, José Mourinho mudou ainda mais; porém, por um motivo defensivo: o português escalou quatro volantes - além do improvisado David Luiz, escalou Mikel, Lampard e Ramires. A ideia era proteger a defesa para sair em contra-ataque. Willian era o jogador de ligação, com Oscar na reserva.

Outro ponto nesse duelo europeu com cara de Libertadores, foi o reencontro de Fernando Torres contra o Atlético de Madrid, clube no qual foi revelado para o mundo do futebol. E se em Stamford Bridge Didier Drogba, atacante do Galatasaray, foi ovacionado e homenageado pela diretoria e torcedores do Chelsea, a mesma coisa aconteceu com “El Niño” quando pisou no gramado do Vicente Calderón: foi aplaudido, cumprimentou funcionários do clube e torcedores, e ao contrário do marfinense, não ficou desestabilizado e muito menos conseguiu desequilibrar a favor dos ingleses, o camisa 9 dos Blues mal tocou na bola, não pela sua capacidade técnica e sim pela falta de oportunidades de gols.

Quem também vivia a expectativa de jogar era o goleiro do Atlético, Courtois, cujo  passe pertence ao Chelsea e está emprestado ao time espanhol. Muito foi falado se estaria em campo nos dois jogos por conta de uma cláusula contratual, mas a Uefa interviu e para o bem do futebol, e principalmente dos colchoneros, o belga esteve embaixo das traves.

Pois bem, fiz uma apresentação, para muitos devo ter enchido linguiça, mas jogo que é bom mesmo não teve. Foram duas equipes que marcaram forte, criaram poucas chances de gols e jogo terminou empatado, conforme havia falado no Rádio da Redação, só não sabia que seria sem gols.

Ok, Antonio Lemos, para o jogo da volta, o empate sem gols foi bom para o Chelsea ou Atlético de Madrid? Eu responderia para o Atlético. Na teoria foi bom para os Blues segurarem os Colchoneros, mas para o jogo da volta, quarta-feira que vem, em Londres, “The Special One” terá no mínimo quatro problemas.

E porque quatro desfalques? Pois dois estão fora por suspensão: Lampard e Mikel; e outros dois provavelmente não jogarão por lesão: Cech e Terry (cuidado companheiros de time com as suas esposas, pois o homem tá solto); ou seja, nessa brincadeira é quase meio time para Mou montar esse quebra-cabeça em uma semana. Já para o Atlético foi até bom empatar e não levar gols, pois qualquer empate em Londres dá a classificação para à final depois de 40 anos. Não terá o capitão Gabi, que levou o terceiro cartão, mas sua base com Arda Turan, Raúl García, Koke e Diego Costa está mantida. É um duelo que ainda está em aberto e sem palpite para apontar o favorito desse jogo de times europeus com cara de Libertadores.

Obs: só para falar que não teve futebol, o melhor em campo (digo, a melhor em campo) não foi nenhum dos 22 atletas e muito menos o treinador, e sim, a médica do Chelsea, Eva Carneiro. Ela apareceu mais do que Diego Costa, Fernando Torres, etc...  a cada entrada dela no gramado era um delírio e um colírio para nós telespectadores – pô, assim não dá para trabalhar. Tirem as suas conclusões, “Terráqueos”.

Obs2: Sei que o assunto é Champions, mas não pude evitar em falar que o nosso Editor-chefe da “bagaça” Ricardo Pilat está soltando fogos até agora por causa da demissão do melhor técnico da história do Manchester United, David Moyes. Na Casa Verde já é réveillon em pleno mês de abril. Quem vai encarar essa bucha agora?

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* A coluna Gringolaço analisa os principais torneios e acontecimentos do futebol europeu.


por Antonio Lemos
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Paddock da Redação > No GP da China, a Fórmula 1 volta ao normal

Madrugada de sábado para domingo, feriado, a maior parte do mundo viajando e você em casa decide assistir ao GP da China de Fórmula 1 na espera de ver a mesma magia presente na corrida do Bahrein. Já eram 4h da manhã e em poucos minutos deu para perceber que a Fórmula 1 tinha voltado ao normal, ou seja, sem nenhuma emoção. Posso dizer que a corrida pareceu durar muito mais que as habituais duas horas de sempre.

Depois de descrever todo o cenário, vamos ao que interessa. Lewis Hamilton foi pole de novo e liderou a prova de ponta a ponta, acumulando sua terceira vitória no ano. Seu companheiro Nico Rosberg chegou em segundo lugar e lidera o campeonato de pilotos. Em terceiro lugar veio o “bravo” Alonso, que vem fazendo milagres com a sua limitada Ferrari.

Bem, se na frente tudo se resolveu rápido, então poderíamos esperar para ver uma boa performance de Felipe Massa, certo? Não, errado. O brasileiro ganhou uma posição na largada, mas foi tocado por Alonso na disputa da primeira curva. A Williams de Massa mantinha um bom rendimento e o brasileiro tinha até uma boa folga na quinta posição, quando chegou a hora da parada no boxes…

Aí foi a vez dos mecânicos da Williams aprontarem das suas (igual os da Ferrari, que cansaram de fazer merda enquanto Massa esteve por lá). Eles erraram na hora de trocar os pneus traseiros do carro do brasileiro. O que era para ser uma parada de três segundos, durou quase trinta, o que é praticamente uma semana. A partir daí, a estratégia do brasileiro tinha ido pro saco e só restou ficar “passeando” pelo autódromo e chegar na melhor posição possível, o 15º lugar.

Agora a Fórmula 1 se despede do “mundo asiático” e segue rumo à Europa, onde daqui a três semanas acontece o GP de Barcelona. Tomara que até lá a Williams consiga tornar seu carro competitivo e que o Massa possa lutar por pódios.

Classificação final do GP da China 2014:


1) Lewis Hamilton (ING/Mercedes)
2) Nico Rosberg (ALE/Mercedes)
3) Fernando Alonso (ESP/Ferrari)
4) Daniel Ricciardo (AUS/RBR-Renault)
5) Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault)
6) Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes)
7) Valtteri Bottas (FIN/Williams-Mercedes)
8) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) 
9) Sergio Pérez (MEX/Force India-Mercedes)
10) Daniil Kvyat (RUS/STR-Renault)
15) Felipe Massa (BRA/Williams-Mercedes)

Classificação mundial de pilotos 2014:

1 Nico Rosberg (ALE/Mercedes)    79
2 Lewis Hamilton (ING/Mercedes)    75
3 Fernando Alonso (ESP/Ferrari)    41
4 Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Ferrari)    36
5 Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault)    33
6 Daniel Ricciardo (AUS/RBR-Renault)    24
7 Valtteri Bottas (FIN/Williams-Mercedes)    24
8 Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes)    23
9 Kevin Magnussen (DIN/McLaren-Mercedes)    20
10 Sergio Pérez (MEX/Force India-Mercedes)    18
11 Felipe Massa (BRA/Williams-Mercedes)    12
   
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* A coluna Paddock da Redação traz bastidores e análises da Fórmula 1, a principal categoria de automobilismo do mundo.


por Rodrigo Svrcek
| @svrcek_rodrigo  

Gringolaço > Ainda há esperança pelo título espanhol

Sabe quando somos desafiados e fazemos de tudo para provar que somos capazes de fazer aquilo? Na vida acontece direto conosco e sempre somos colocados à prova das coisas mais inusitadas, ora para provar a nossa capacidade de concluir tal feito, ora para testar a nossa masculinidade, enfim, dezenas, centenas e milhares de casos somos colocados à prova e quando conseguimos, quando aquela adrenalina fica baixa, percebemos que somos capazes de lutar contra tudo e contra todos.

No futebol não é diferente e nos últimos 10 dias o Barcelona foi do céu ao inferno num piscar de olhos. Muitos questionamentos: Acabou aquele Barça? O que está acontecendo? Sai Martino? Continua Martino? Enfim, as eliminações na Champions League, a derrota para o Granada pelo Espanhol e a perda da Copa do Rei diante do maior rival, Real Madrid, eram sinal que uma nuvem grande e carregada estava sob o Camp Nou.

Contra o Athletic de Bilbao, quarto colocado no Espanholzão, o Barça tinha que provar, em casa, que era aquele time que encanta seus torcedores de 2005 pra cá. Para muitos era clima de fim de festa, mas para Tata Martino e seus jogadores, onde houver esperança, o time irá lutar até a última rodada, quando terá um confronto direto e em casa contra o Atlético de Madrid.

Os minutos iniciais foram de massacre com Pedro, Iniesta, Messi e Sánchez sendo parados por Iraizoz. O time basco por sua vez respondeu à altura com Aduriz: uma linda bicicleta que parou no travessão. O lance arrancou aplausos da torcida catalã.

Mas o atacante de Bilbao não se intimidou e marcou aos 4 minutos do segundo tempo, aproveitando a falha de Bartra. É pessoal, parecia que o Barcelona havia perdido o encanto e a corda no pescoço de Martino começa a ficar apertada.

Só que depois disso só deu Barça, naquele jeito: na base da “empurrança”. Aos 26, Sánchez cruzou e Pedro deixou tudo igual. Três minutos depois, Messi cobrou falta e marcou o segundo. Foi aquele típico gol ‘cala a boca’ e o time catalão avisa: “ainda não desistimos”. Ainda há esperança, por mais que sejam mínimas, de um título nacional para salvar a temporada, pois parodiando o personagem Professor Raimundo, do saudoso Chico Anysio, “e a paciência ó”. São 4 pontos de diferença para o Atlético de Madrid.

Futebol Francês > Antes da definição do ‘Francesão’, PSG conquista Copa da Liga


Uma das esperanças de gols do Uruguai na Copa do Mundo, Cavani foi o ‘cara’ na conquista do PSG da Copa da Liga Francesa contra o Lyon, no Stade de France, em Paris.

Cavani marcou os dois gols na vitória por 2 a 1. Alexandre Lacazette anotou para o time derrotado. O título é o quarto na história do clube da capital - havia vencido em 1995, 1998 e 2008 - que passou a ser o maior ganhador do torneio. Strasbourg, Bordeaux e Olympique de Marselha somam três taças cada. Já o Lyon, venceu apenas em 2001.

Agora, o Paris Saint-Germain já foca a conquista de outra taça, a do Campeonato Francês. Com a vitória do Monaco diante do Nice, o time parisiense tem sete pontos de vantagem em relação ao vice-líder (79 a 72) e mesmo vencendo o Evian, na quarta-feira, não poderá comemorar o título, já que manteria os dez pontos de vantagem faltando 12 por disputar, ou seja, comemoração mesmo regada a champagne somente no final de semana, fora de casa contra o Sochaux.

Futebol Inglês > United perde mais uma e Liverpool pode ser campeão na próxima rodada

Em mais um reencontro de David Moyes com o Everton, a equipe de Liverpool levou a melhor novamente sobre o Manchester United. Depois de vencer no primeiro turno, os Toffees superaram os Red Devils por 2 a 0 neste domingo, com gols de Baines, de pênalti, e Mirallas. O resultado levou o Everton a 69 pontos, ainda na briga direta com o Arsenal pela Champions League, enquanto o United segue na sétima colocação, com 57 pontos.

Já o Liverpool sofreu para vencer o Norwich por 3 a 2 e com a derrota do Chelsea, sábado contra o Sunderland, abriu cinco pontos, faltando três rodadas para o final. Sterling (duas vezes) e Suárez marcaram para o líder do campeonato, enquanto Hooper e Snodgrass descontaram para os donos da casa.

Na próxima rodada teremos nada mais, nada menos que Liverpool x Chelsea: um confronto cheio de histórias nos últimos dez anos e quem sabe o tabu dos Reds de 24 anos sem ganhar o Campeonato Inglês seja quebrado.

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por Antonio Lemos
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segunda-feira, 21 de abril de 2014

Comentário da Redação > São Paulo domina o Botafogo no Morumbi e começa bem o Brasileiro

Começou, rapaziada (sem a Adriana)! O Brasileirão começou para o Tricolor... Ou não, sei lá. Em alguns tribunais pelo Brasil o Campeonato Brasileiro ainda está na sua edição de 2013. Como eu e nem ninguém do Redação do Esporte tem Doutorado em Justiça Desportiva, vamos deixar de lado essa bobagem toda e focarmos no campeonato de 2014.

O São Paulo recebeu o Botafogo no Morumbi na primeira rodada do Brasileirão e passou o caminhão sobre os cariocas. Foi 3x0, mas poderia ter sido mais. Com todo respeito a “enorme” torcida do Botafogo, mas o clube carioca não viu a cor da bola e apenas passeou em São Paulo.

Só no primeiro tempo foram dois gols, fáceis e tranquilos. O primeiro, depois de um rebote de escanteio, onde Luis Fabiano recebeu livre na lateral-direita da área e cruzou para o meio onde Antonio Carlos, ao estilo Fred na final da Copa das Confederações, completou para as redes. No segundo gol, grande mérito para o passe magistral de Pato e a rápida infiltração na área de Douglas que finalizou após passar por Jeferson.

O segundo tempo veio e o domínio do São Paulo continuava, tanto na posse de bola quanto na solidez defensiva. Quando o Tricolor partia para o ataque sempre levava perigo. Méritos para movimentação constante dos quatro jogadores de frente tricolor: Boschilia, Ganso, Pato e Luis Fabiano.

O terceiro gol, aliás, veio dessa movimentação, quando Pato voltou para receber a bola no meio campo e viu o Ganso partir livre pela ponta esquerda para receber o passe e depois apenas tocar na saída do goleiro para Luis Fabiano que completou para as redes.

Depois disso, o São Paulo teve outras chances de ampliar o placar, mas faltou pontaria. Fim de jogo e muita esperança para os mais de 30 mil torcedores que compareceram ao Morumbi. Reforço para aqueles babacas que acham que a torcida do São Paulo não vai ao estádio que colocar 30mil num jogo de estreia no Brasileiro não é para qualquer um.

Ainda é difícil fazer qualquer projeção sobre o futuro do São Paulo no campeonato, mas a atuação frente ao Botafogo foi animadora que nos esperança de um desempenho muito melhor que do ano passado.

Como sou um torcedor chato, eu ainda acho que estamos muito atrás de alguns elencos desse campeonato, principalmente os times mineiros. E reparem, usei a palavra elenco, ou seja, até temos um time titular interessante, mas estamos carentes de peças de reposição em diversas posições. E é sabido que para um campeonato logo como esse, que ainda terá uma parada por causa da copa, será o elenco fator decisivo para sabermos que será o campeão.

Conceitos

Rogério Ceni – BOM: Fez duas defesas que comprovam que ele está velho, não joga nada e tem que aposentar. Chupem, invejosos!
Douglas – BOM: Até agora não acredito no que vi nesse jogo. Douglas foi um monstro! Sim, não estou zuando. Não sei se foi o bacalhau da Páscoa, a lembrança daquela bronca do Muricy ou se ele tem assistido VT dos jogos do Cafu. Se continuar assim, vai começar a brotar propostas do Barcelona, Chelsea, Bayern... Calma, assim também é demais.
Rodrigo Caio – REGULAR: Firme na defesa e péssimo nas jogadas enfeitadas.
Antônio Carlos – REGULAR: Gol de centroavante brigador! Na defesa, pouco trabalho.
Álvaro Pereira – REGULAR: Segurou mais na defesa para compensar os avanços do Douglas.
(Reinado) – SEM CONCEITO: Entrou no finalzinho.
Souza – REGULAR: Como o time melhora com ele, ou melhor, sem o Wellington.
Maicon – REGULAR: Fez seu arroz com feijão.
Boschilia – BOM: Fez uma boa partida, se movimentou bastante e fechou bem na defesa. Ainda precisa corrigir alguns vícios, principalmente de segurar demais a bola em alguns momentos, mas provou ser um jogador com potencial para ser titular do time e não somente opção no banco. Seja bem-vindo!
(Pabon) – RUIM: Entrou no meio do segundo tempo, teve dois lances cara a cara com o goleiro e não aproveitou.
Ganso – BOM: Sumido em alguns momentos, mas quando apareceu para o jogo fez lances incríveis que só ele é capaz. Vai ver ele é assim mesmo, capaz de sumir e fazer lances de gênio no mesmo jogo.
Pato – BOM: Mais uma boa partida. Mexeu-se demais, procurou a bola e jogou de garçom dando duas assistências a gol. Realmente não tem como não ser titular.
(Osvaldo) – REGULAR: Entrou junto com o Pabon e fechou o lado esquerdo.
Luis Fabiano – BOM: Um gol, uma assistência e uma confusão. Esse é Luis Fabiano.
Téc. Muricy Ramalho – BOM: Gostei da aposta no Boschilia e da manutenção do esquema mesmo com as peças novas (Pato e Boschilia).


Curta a página do torcedor são-paulino no Facebook: www.facebook.com/saopaulofc.br.
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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.


por Victor Mesquita | @victor_mesquita

Rádio da Redação > Champions League 2013/2014 - Semifinais: jogos de ida

THE CHAAAAAAAAMPIOOONSSS!

A bola vai rolar para as semifinais da Champions League. Terça tem Atletico de Madrid x Chelsea. Na quarta, Real Madrid x Chelsea.

Nossos especialistas entram em campo para analisar os confrontos em mais uma Rádio da Redação. Apresentação de Ricardo Pilat; comentários de Antonio Lemos, Fernando Borchio, Fernando Pilat e Helder Rivas.

Só dar play e correr pro abraço!

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* Na Rádio da Redação você ouve os melhores comentários esportivos da GALÁXIA com nossa equipe de redação em versão podcast!


Direto da Redação
| redacao_esporte@hotmail.com | @redacaoesporte

Comentário da Redação > Jogou mal, mas venceu...

Em 2012, também conhecido como ano em que fomos humilhantemente rebaixados pela segunda vez, o Palmeiras não jogou mal. Em diversos jogos o time esteve bem, melhor que o adversário, mesmo tendo péssimos jogadores, mas não teve sorte. O maior exemplo disso foi o jogo em que selou o nosso rebaixamento, contra o Flamengo em Volta Redonda cujo o Verdão teve um azar do cacete no fim da partida, levando um gol em uma bola que nem para o gol iria, mas que foi desviada no zagueiro e entrou. Mas tudo isso é passado, e nós palmeirenses não merecemos lembrar desse desgosto.

Eu fiz essa introdução, apenas para dizer a vocês, que vi diversos programas esportivos falando o tanto quanto o Palmeiras jogou mal diante do Criciúma, mas eu estou pouco me fodendo se o time está jogando bem ou não. Eu estou me importando é com a vitória e com a importância que ela teve logo nessa rodada de abertura no brasileirão.

Agora vamos falar de metas, e sei que muitos palmeirenses podem não concordar com a minha forma de pensar, mas vou pensar como um time pequeno. Eu sei que o Verdão tem uma equipe boa o suficiente para almejar algo a mais do que apenas fugir do rebaixamento, mas essa é a primeira meta. Somar pontos e fugir logo de qualquer possibilidade de uma nova queda. Devemos lembrar que estamos em reformulação, e mesmo no ano do centenário, devemos ser realistas e ter pés no chão.

O jogo começou muito morno e somado às minhas horas de insônia, me deu sono. Os times estavam muito medrosos em campo, com receio de ousar. O Palmeiras fugiu muito do padrão de jogo, usando e abusando de bolas pelas laterais. Mas de que adianta jogar pelos cantos do campo, se temos o Juninho para cruzar? Qualquer jogada criada era destruída pelo simpático porém péssimo lateral, que recebia a bola e só pensava em se livrar dela.

Basicamente o Alviverde só teve uma boa chance que foi com Marcelo Oliveira que perdeu um gol na cara. Mas inicialmente, a sorte parecia estar ao lado dos donos da casa que no primeiro ataque, abriu o placar com o jovem Paulo Baier, que acabou de subir da base do time de Santa Catarina e aparenta ter muito futuro. A zaga palmeirense também estava péssima em campo, batendo cabeça o tempo todo.

O segundo tempo se baseou em ótimas defesas de Fernando Prass e Valdivia apenas reclamando com a arbitragem. Eis que próximo ao fim, o Verdão teve sorte (aleluia), e baixou o Bayern de Munique na equipe. Primeiro com o empate de Leandro e depois com a virada de Alan Kardec. Confesso que por essa nem eu esperava, mas isso animou um pouco a minha melancólica noite de domingo em companhia com uma deliciosa lasanha de calabresa da Sadia (aos leitores que não sabem cozinhar, indico).

Para não passar batido e eu ser um pouco imparcial, o arbitrão não marcou um pênalti duplo para o Criciúma, cometido por Thiago Alves que primeiramente deu uma voadora no atacante do clube catarinense, seguido de uma mão na bola. Mas fazer o que? Alguns dias a arbitragem nos ajuda, outros ela atrapalha. Ou às vezes ela só atrapalha mesmo, como no caso do Vascão.

Conceitos


Fernando Prass – BOM: Não é de hoje que vem bem, e mais uma vez pegou muito.
Wendel – AVENIDA PAULISTA: O que os caras jogam nas costas dele, é sacanagem.
Thiago Alves – PÉSSIMO: Ele é muito ruim, pqp!
Lúcio – MAIS OU MENOS, MAIS OU MENOS: Ele me passa muita insegurança as vezes.
Juninho- RUIM: Grandes buracos deixados defensivamente e péssimos cruzamentos no ataque.
Marcelo Oliveira - RUIM: Que ele é lerdo, todos nós sabemos, mas hoje estava demais. Sua transição para o ataque e na marcação estavam a 1km/h.
(Wesley) – BOM: Deu outra cara quando entrou e fez um cruzamento perfeito para o Kardec fazer gol.
Josimar – RUIM: Só sabe dar chutão...
Valdivia – REGULAR: Reclamou com o professor o jogo todo. Quando parou e botou a bola no chão, criou jogadas.
Bruno César – LIPOSHAKE: De positivo foi só a emagrecida que aparentemente deu.
(Rodolfo) – BOM: Confesso que gostei do moleque. Deu uma movimentação ao ataque e se mostrou muito disposto.
Marquinhos Gabriel – RUIM: Estava em campo?
(Leandro) – ALELUIA: Finalmente resolveu voltar a jogar bola e fez um gol. Que continue assim...
Alan Kardec – BOM: Alô Paulo Nobre, renova logo porra!
Téc. Pep Kleina – REGULAR: Armou um time bom, mas que não deu certo. Porém suas alterações causaram efeito.

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por Fernando Borchio | fernando.borchio@hotmail.com

Comentário da Redação > Um mês treinando pra isso, Mano?

A eliminação do Corinthians na primeira fase do Paulistão foi lamentável, mas digamos que - ainda mais depois de não ter que engolir um rival campeão - teve seu lado bom: a equipe poderia fazer uma espécie de pré-temporada de quase 30 dias visando o segundo semestre, com foco total no BR14. Essa tese, porém, foi por água abaixo logo na estreia. Inacreditável o futebolzinho fraco e sem alma jogado em Uberlândia neste domingo! Um mês de treinamento para mostrar isso, Mano Menezes???

O técnico gaúcho tanto fala em protagonismo, em propor jogo, tomar iniciativa, mas tudo isso só fica no discurso mesmo. O que se vê em campo é um time covarde, sem ambição, e pior, com uma estratégia sem sentido, pois não toma a iniciativa da partida, espera o adversário, mas o contra-ataque simplesmente não existe quando sobra espaços. Não há jogadas bem trabalhadas, lances que empolgam o torcedor. Assim como no ano passado, com os intermináveis e agoniantes 0 a 0, o ataque é inofensivo.

Claro que precisamos de reforço de peso para a posição se quisermos brigar por título, o elenco carece de atacantes. Mas isso não justifica a falta de criação e postura da equipe. Mano tinha que fazer render bem mais com o que tem... teve tempo para trabalhar e ainda parece não saber o que está fazendo. Se é para colocar o Romarinho enfiado entre os zagueiros, porque não opta pelo Guerrero para segurar a bola no ataque? Aí o peruano entra em campo e vai jogar pelos lados do campo. Pelo amor de Deus, qual a explicação para isso?

A mudança, aliás, já poderia ter sido diferente se o treinador tivesse gana. Não era pra tirar o Luciano, poderia ter sacado um volante (Guilherme) e soltar mais o time. Quem quer brigar na ponta da tabela, tem que aproveitar situações como a de hoje, em que o Atlético-MG não jogou nem 50% e fora do Horto, onde é muito poderoso. Era partida pra vencer, daquelas que fariam diferença lá na frente.

Nos últimos minutos, quase aconteceu a vitória. Guerrero teve chance cristalina de marcar, mas parou em Victor. Mas seria uma vitória ilusória. O Timão mais uma vez não fez nada para vencer fora de casa. Lembrando que a última como visitante também havia sido um 0 a 0, diante do Penapolense, que culminou na eliminação do estadual.

Enfim, o fato é que foi um típico jogo de 0 a 0 mesmo. Feio, horroroso, sonolento, desanimador. Uma pena, já que foi um duelo entre os dois últimos campeões da América. É triste assistir de manhã uma ótima partida de futebol como a do Liverpool, provável campeão inglês, diante do modesto Norwich (3 a 2 para os Reds), e ter que aguentar essa pelada pelo Campeonato Brasileiro entre dois dos maiores clubes do Brasil.

Aí você para e pensa que, além desse futebol chato em campo, tem o tapetão, Lusa saindo de campo com o jogo andando, indefinições, etc. É, tá feia a coisa por aqui, viu...

Conceitos

Cássio - BOM: Continua com defeito na saída pelo alto e cobrança de tiro de meta, mas foi bem quando exigido.
Fagner - REGULAR: Inócuo, sem presença no ataque.
Cléber - BOM: Tirando duas recuadas desnecessárias para o Cássio, esteve muito bem.
Gil - BOM: Seguro assim como o companheiro.
Fábio Santos - REGULAR: Raçudo e dedicado, mas vacilou em lance que quase custou a derrota.
Ralf - REGULAR: Não é o mesmo Ralf de outrora. Hoje o time precisou sair mais de trás e ele ficou sem função.
Guilherme - REGULAR: Pouco ajudou na criação.
Petros - BOM: Muito bem para uma estreia. Mas calma, galera, ainda é cedo.
Jadson - RUIM: Não fez bem sua função de armar, distribuir, etc. Mas também foi prejudicado pela postura do time, falta de aproximação.
(Zé Paulo) - SEM CONCEITO: Poucos minutos em campo.
Luciano - RUIM: Idem ao Jadson, e levou a pior diante dos defensores do Galo.
(Guerrero) - REGULAR: Deu um gás ao ataque, entrou bem, mas não pode perder aquele gol, né, Paolo?
Romarinho - RUIM: Presa fácil para a zaga atleticana.
Téc: Mano Menezes - PÉSSIMO: O principal responsável pela falta de futebol do time, na minha opinião. Como eu disse, o elenco ainda carece de reforços, mas já deu tempo de o técnico saber o que tem em mãos e fazer render mais que isso. Tá ficando difícil de defendê-lo, viu, Mano...

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por Pedro Silas | pedro_sccp@hotmail.com

domingo, 20 de abril de 2014

Comentário da Redação > Estreia de Brasileiro e Santos: uma combinação que não anda funcionando

Desde 2005, meus amigos, o Santos não sabe o que é vencer uma estreia do Brasileirão. E não foi diferente neste domingo chuvoso na Vila Belmiro. E olha que ainda saímos no lucro, porque o time poderia ter sido derrotado, o que seria desastroso já que criamos muitas oportunidades diante do Sport. Ficou no 1 a 1.

Mas tem algumas coisas pra falar desse jogo que são importantes. A primeira é que o esquema do Oswaldo e que eu sempre defendi, no 4-2-4, foi identificado pelos adversários. Está fácil marcá-lo. Tem que repensar isso, O.O. Ou coloca mais um volante ou testa o Lucas Lima. Precisa de mais gente no meio e mais movimentação no ataque.

Mesmo assim, o time fez um primeiro tempo bom, criando jogadas e arriscando de fora da área. Mas a bola não entrou. Foram duas na trave. No segundo, o Sport se acertou e dominou o meio-campo. O Santos perdeu algumas chances, mas foi uma partida mais equilibrada. E desequilibrou de vez quando entrou o Alan Santos no lugar do Arouca. Perdemos de vez a marcação na entrada da área e num lance em que precisaríamos de cobertura do volante, saiu o gol do Neto Baiano para o time rubro-negro.

Aí tem o segundo ponto a se destacar, que ainda é sobre o esquema. O Gabriel é muito sacrificado jogando assim e não rende nada. Mas não foi só por isso que ele jogou muito mal. De qualquer maneira, ele fez o gol do empate num lance que pareceu impedimento, mas a TV depois mostrou que não.

E seguindo nessa questão dos atacantes, Damião sofreu de novo. Perdeu mais gols, mas criou boas chances. Brigou muito. Não falta vontade ao cara. Mas sobra implicância da torcida do Santos. Ô TORCIDA CHATA DO CACETE! Difícil ele ter sucesso na Vila hein, muito difícil. Ainda mais porque ele não se ajuda, não põe a bola na rede.

Pra fechar, acho bom a
TORCIDA CHATA DO CACETE dar uma relaxada e deixar a equipe trabalhar. Não podemos entrar nessa e botar pressão desnecessária num trabalho que é bem feito. Esqueçam a final do Paulista.

Conceitos

Aranha - REGULAR: Não falhou no gol, mas deu uns sustos em outros lances.
Cicinho - BOM: Fez um primeiro tempo muito legal, depois cansou.

David Braz - SOBRINHO DO OSWALDO: Não sai do time nem com reza braba. Vou ter que repetir esse conceito direto.

Neto - SAIU COM REZA BRABA: Nesse caso valeu a mandinga. Saiu de campo com lesão muscular.
(Jubal) - REGULAR: Pra zagueiro entrar no meio do jogo é sempre complicado. Com David Braz do lado e Alan Santos na frente, pior ainda.
Mena - REGULAR: Fez uma partida na média. Faltou roubar a bola no lance do gol do Sport.
Arouca - REGULAR: Cansou rápido demais.
(Alan Santos) - OUTRO SOBRINHO DO OSWALDO: Não dá pra entender o cara ter tantas mais chances que o Alison.
Cícero - RUIM: Partida fraquinha.
Gabriel - RUIM: Fez o gol e só. Na verdade, quase fez o gol ser anulado, por ter tocado na bola em posição duvidosa.
Geuvânio - RUIM: Começou bem, arriscando bons chutes, depois foi bizarro.
Thiago Ribeiro - SAI DA ESQUERDA, THIAGO: Não dá mais pra aguentar os mesmos lances e erros de sempre jogando pela esquerda do ataque.
(Lucas Lima) - REGULAR: Jogou pouco, não teve muito o que fazer. Mas merece mais chances.
Leandro Damião - PÉ FURADO: Ele se esforça demais, briga por cada bola, chuta sempre que sobra uma brecha. Damião só tem um problema: não põe a bola no gol. Aí, meu amigo, todo mundo lembra dos outros problemas: custar 40 pau, dominar bola de canela, custar 40 pau e custar 40 pau.
Téc. Oswaldo de Oliveira - RUIM: Oswaldo, acho que nessa eu e você dançamos. Tá na hora de reconsiderar o esquema tático. E nada de Alan Santos, por favor!!


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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.

por Ricardo Pilat
| pilatportasio@gmail.com | @ricardopilat

Copa no Quintal > Uruguai: Deuses do Futebol


Mano Menezes, treinador idôneo e sempre correto, deu uma entrevista certa vez criticando a derrota de um dos maiores rivais do time em que treinava na ocasião e evocando os Deuses do Futebol, dizendo que eles sabem o que fazem. Mano insinuou que o resultado tinha sido combinado, um pacto, um acordo sombrio e que aquele que propôs o acordo merecia um castigo.

Atendendo à praga feita, o time que Mano criticou perdeu e foi eliminado do campeonato pouco tempo depois deste “contrato” obscuro. Os Deuses, por sua vez, fizeram com que o desfecho daquela competição fosse o que ninguém esperava, surpreendendo a Terra e o Reino dos Céus, e mostrando quem manda na parada.

Começo minha coluna relatando este fato mais do que recente para alertá-los: não se mexe com os Deuses do Futebol e tem uma certa seleção que sabe bem disso.

Uruguai e os Deuses do Futebol – Uma relação antiga

Maracanã, o templo do futebol, aclamado como a morada dos Deuses do Futebol, recebeu a final da Copa do Mundo de 50, entre Brasil x Uruguai. Os donos da casa precisavam apenas de um empate para sair com a taça em mãos pela primeira vez de sua história. Do outro lado estava um time trajando azul, jogando com garra e ostentando imponência, uma vez que àquela altura já tinham sido campeões do mundo e bi-campeões Olímpicos. Por isso mesmo, inclusive, os apelidavam de a Celeste Olímpica.

Lotado de gente e sob a vigília implacável dos Deuses, o templo do futebol viu acontecer o que ninguém esperava: depois de sair perdendo, o Uruguai virou o jogo, derrotou os anfitriões e levou a taça mais uma vez, enriquecendo sua história e calando milhares. Quem testemunhou o acontecido é categórico: aquilo foi coisa tramada pelos Deuses do Futebol.

Algum tempo depois, mais precisamente na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, Uruguai x Gana faziam até então o melhor duelo da Copa, válido pelas quartas-de-final. Equilibrado do inicio ao fim, o confronto acabou em 1x1 no tempo normal e se estendeu à prorrogação. Lá chegando, manteve-se a toada observada nos 90 minutos anteriores, porém...

No finalzinho, escanteio para Gana. Um continente inteiro vibrando e torcendo pelos africanos, uma vez que caso se classificassem, seriam a primeira seleção de tal terra a chegar em uma semifinal de Copa do Mundo.

Bola no ar. Cabeceada. Suárez tira em cima da linha. Ela volta. Gol vazio. Cabeceam novamente. Suárez tira em cima da linha. Muslera a segura. Acabou. Não acabou. O juiz aponta a marca da cal. Pênalti para Gana. Suárez expulso. O replay mostra que o atacante deu uma de goleiro e tirou a bola com as mãos. Ele sai chorando. A torcida fica perplexa. Muslera vai para debaixo das traves. Gyan, atacante matador dos ganenses se posiciona. E parte.

Silêncio. Mãos na cabeça. Gritos. Punhos cerrados. A torcida fica perplexa. Chance desperdiçada. Explodiu no travessão e saiu. Jogo encerrado. Empate. Disputa de pênaltis.

Marca da cal. Loco Abreu se posiciona. O goleiro de Gana embaixo das traves espera poder manter o sonho vivo. O camisa 13 parte. Cavadinha. Goleiro caído. Uruguaios comemorando. Torcida perplexa. História sendo escrita. Deuses do Futebol sorrindo.

Pouco mais de 3 anos depois, uma situação parecida: Uruguai na beira do abismo, precisando ganhar da Venezuela fora de casa para sonhar em disputar a Copa de 2014. Consegue e vai para a repescagem. Ganha a repescagem. Se classifica, voltando aos gramados que abrigam o Templo do Futebol, local onde o primeiro contato com os Deuses do Futebol aconteceu.

É bradado que o pacto com os Deuses do Futebol foi mantido. Mas, será mesmo?

Grupo da morte – Deuses & Diabo caminham lado a lado

Na Copa de 2014 a Celeste está no grupo D, ao lado de Inglaterra, Itália e Costa Rica. Exceto por esta última, que em toda Copa só vai para fazer número, as outras duas são, reconhecidamente, duas potências do futebol mundial.

Tudo bem que nos últimos tempos a Inglaterra tem mais fama do que méritos, mas é uma seleção com história, impõe respeito e, por ter um dos campeonatos nacionais mais fortes do mundo, sempre monta bons esquadrões.

A Itália, ma che, pode estar passando pela maior crise futebolística de sua história, mas é tetra campeã do mundo e, não tem jeito, é uma seleção encardida, bem organizada na defesa e costuma crescer nas competições na medida em que avança de fase. Em 2006, quem apontou a Itália entre as favoritas ao título? Pior: quem cravou que a Azzurra seria campeã, ainda mais levando em consideração o modo como foi eliminada 4 anos antes?

À boca pequena, dizem que o Uruguai, mesmo com este cenário, está tranquilo e confiante para se classificar. Não porque tenha uma seleção fortíssima – apesar de ter uma das melhores duplas de ataque do mundo -, mas porque o fato de estarem do grupo D é, nada mais, nada menos, que uma homenagem aos Deuses do Futebol, fieis companheiros ao longo da história da Celeste.

O raciocínio é: se os Deuses foram leais ao Uruguai sem nenhum estímulo para isso, evidente que, com esta demonstração de carinho, serão leais mais uma vez.

Até faz sentido, mas fiquei pensando: se os Deuses do Futebol retribuem uma homenagem colocando o Uruguai no grupo mais complicado da competição, imagino como deva ser essa relação.

Muitos dos que mexem com essas entidades, que gostam de cutucar o Coisa-Ruim, afirmam que Deus e Diabo são a mesma “coisa”, mudando apenas de face de acordo com àqueles que com ele(s) se consultam.

Se for assim mesmo, é a chance real de o Uruguai exorcizar esse lado negro e provar definitivamente que seu lugar é no Olimpo, mesmo porquê, foi lá que nasceu essa parceria divinal.

Tabela do Uruguai na 1ª Sessão do Descarrego...digo...na 1ª fase da Copa:
Dia 14/06 – Em Fortaleza/CE – Arena Castelão Uruguai x Costa Rica
Dia 19/06 – Em São Paulo/SP – Arena Corinthians Uruguai x Inglaterra
Dia 24/06 – Em Natal/RN – Arena das Dunas Uruguai x Itália


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* Aqui na coluna Copa no Quintal você entra no clima do Mundial no Brasil, com as análises das principais seleções que nos visitarão em 2014.



por Thiago Jacintho | comentarista uruguaio da Copa do Mundo 2014
thi.jacintho@gmail.com | jogodeequipe.blogspot.com.br

Clinch > Werdum a cavalgadas largas rumo ao cinturão

Um passeio do "Vai Cavalo". Com a vitória deste sábado, Fabrício Werdum garantiu sua chance de disputar o cinturão da categoria. O UFC já confirmou o duelo na sua conta do Instagram.

A luta entre Werdum e Browne prometia equilíbrio em Orlando. As bolsas de apostas, assim como eu, apostavam no americano, apesar do brasileiro estar uma posição a frente no ranking. Tudo isso deve-se a falta de atividade do brasileiro, que tem lutado poucas vezes durante o ano. Ao contrário, Browne vinha barbarizando e lutando com frequência no evento. Mas nesta noite de sábado Werdum entrou completamente preparado e ciente do que precisava fazer.

Apenas no primeiro round houve um momento de perigo quando o americano acertou uma boa sequência e desequilibrou Werdum, que foi astuto e tratou de se embolar no chão com o adversário. Ao levantarem o brasileiro aproveitou a oportunidade e colocou Browne no chão, primeira queda sofrida no em sua carreira no UFC, mas houveram outras na luta. Quando a luta voltou em pé, Travis tentou desestabilizar o brasileiro tirando sarro de alguns golpes recebidos, mas o "Vai Cavalo" é muito forte psicologicamente e começou a fazer o mesmo, tirando completamente a confiança do adversário.

No decorrer do combate, Werdum foi dando uma aula de técnica em pé, derrubando em algumas ocasiões e acertando boas sequências. Foi uma verdadeira aula de MMA, e o brasileiro venceu por decisão unânime. Foram cinco rounds em que ele mostrou uma forma física invejável. Agora é preparar-se ainda mais, porque Cain Velasquez promete ser uma pedreira muito maior.

Agora uma curiosidade: o "Vai Cavalo" já entrou para suas lutas com o hit "Tchu Tcha Tcha", "Ai se eu te pego" e hoje foi o "Lepo Lepo". Qual será a trilha da disputa de cinturão?

Roubo, queixo de vidro e atropelo

O co-main event contou com a musa Miesha Tate e a homossexual assumida Liz Carmouche. A segunda venceu claramente os dois primeiros rounds, onde Tate parecia estar em marcha lenta. No terceiro ela voltou ligada no 220V e por pouco não finalizou Liz, que foi muito guerreira em aguentar o mata-leão. O único resultado cabível seria um empate, se alguém julgasse que o terceiro round foi 10 a 8. Mas a popularidade de Miesha contou pontos, e ela venceu por decisão unânime, 3x 29 a 28.

Na luta anterior o craque do Muay Thai, Edson Barboza, entrou determinado a vencer o "Cowboy" Cerrone. E no início da luta era esse o desenho da luta. O brasileiro desferia sequências velozes e potentes. O americano não se encontrava e parecia assustado com o volume de jogo de Barboza. Mas em um despretensioso jab, Cerrone levou o brasileiro à lona e com muita agilidade pegou as costas, encaixando um mata-leão justo. Restou à Edson Barboza bater e dar a vitória, merecida, ao "Cowboy". Mais sorte da próxima vez. E uma dica: caleja esse queixo, rapá. Um lutador do seu nível em pé não pode levar knockdowns com tanta frequência.

E meu último comentário vai para o confronto direto na categoria dos leves entre o russo Khabib Nurmagumedov e o brasileiro Rafael dos Anjos. O que se desenhava para uma luta equilibrada, foi na verdade um atropelo. O russo não deu espaço para o brasileiro. É incrível o jogo amarrado e competente que Nurmagumedov faz. Sinceramente, não vejo lutador nessa categoria capaz de pará-lo. Acho que o cinturão será seu. Durante a semana circulou um vídeo do russo treinando contra um urso, quando mais novo. Era um urso de verdade, acredita? Acho que só um desses para tentar segurar o ímpeto do cara. Title Shot a vista.

Veja todos resultados do evento:

Card Principal:

Fabrício Werdum venceu Travis Browne por decisão unânime dos jurados (49 a 46, 50 a 45 e 50 a 45)
Miesha Tate venceu Liz Carmouche por decisão unânime dos jurados (29 a 28, 29 a 28 e 29 a 28)
Donald Cerrone venceuu Edson Barboza por finalização (mata-leão) aos 3m15s do round 1
Yoel Romero venceu Brad Tavares por decisão unânime (30 a 27, 30 a 27 e 30 a 27)

Card Preliminar:
Khabib Nurmagomedov venceu Rafael dos Anjos por decisão unânime dos jurados (30 a 27, 30 a 27 e 30 a 27)
Thiago Pitbull venceu Seth Baczynski por decisão unânime dos jurados (30 a 27, 30 a 27 e 30 a 27)
Jorge Masvidal venceu Pat Healy por decisão unânime (30 a 27, 30 a 27 e 29 a 28)
Alex White venceu Estevan Payan por nocaute técnico a 1m28s do round 1
Caio Monstro venceu Luke Zachrich por nocaute técnico aos 44s do primeiro round
Jordan Mein venceu Hernani Perpétuo por decisão dividida (28 a 29, 29 a 28 e 29 a 28)
Mirsad Bektic venceu Chas Skelly por decisão majoritária (29 a 27, 29 a 27 e 28 a 28)
Derrick Lewis venceu Jack May por nocaute técnico aos 4m23s do primeiro round
Dustin Ortiz venceu Ray Borg por decisão dividida dos jurados (28 a 29, 29 a 28 e 29 a 28)

OSS!

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* A coluna Clinch traz a análise dos principais eventos de artes marciais do planeta.


por Fernando Pilat
| @fernandopilat

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Clinch > Brasileiros, não percam o UFC Werdum x Browne!

Caros compatriotas e amantes de MMA. Sábado será um dia especial em nossas vidas. Não lembro de recentes eventos em que tínhamos tantas lutas interessantes de brasileiros. Talvez o apelo de Aldo e Barão disputando o cinturão seja comparável. Mas em quantidade x qualidade, esse bate de frente.

Teremos só no card principal: Rafael dos Anjos e Edson Barbosa, possíveis postulantes ao cinturão dos leves, enfrentando os atletas duríssimos Khabib Nurmagomedov e Donald Cerrone, respectivamente, e a luta principal entre Fabrício Werdum e Travis Browne, onde o vencedor garante a chance de enfrentar o campeão Cain Velasquez nos pesados. Além deles temos outros três brasileiros: Thiago Pitbull, Caio Monstro e Hernani Perpétuo. Enfim, vamos torcer.

Fabrício "Vai Cavalo" Werdum começou com tudo no UFC, e já tinha recebido a chance de disputar o cinturão. Mas com a lesão de Velasquez, ele se viu obrigado a lutar contra o gigante em ascenção, Travis Browne. A única derrota do americano foi contra um brasileiro, Antonio Pezão. Mas sinceramente, achei que foi um acaso. Ele é ótimo lutador, e consegue aliar velocidade, altura e agressividade em seu jogo. Já o brasileiro evoluiu muito no muay thai e hoje é um atleta competitivo na luta em pé. Nessa luta, especificamente, ele precisará levar pro chão e utilizar seu jiu-jitsu, considerado por muitos o melhor da categoria. Aposta: infelizmente acredito em nocaute de Browne, mas torcerei por uma finalização de Werdum.

No co-main event, luta feminina entre Miesha Tate e Liz Carmouche. Vantagem? Pra nenhuma das duas. É um confronto equilibrado, onde as estratégias podem definir a luta. A verdade é que considero essa categoria muito igual, exceto pela campeã Ronda Rousey que é completamente superior em quase todos os quesitos (que BELEZA!). Aposta: Liz Carmouche por decisão.

Edson Barboza até que enfim ganhou uma luta de destaque no UFC. Depois de atuações impecáveis e um único deslize ao ser derrotado por Jamie Varner, o brasileiro lutará contra o showman Donald "Cowboy" Cerrone. Luta muito equilibrada, mas a experiência de Cerrone deve fazer a diferença, além de seu estilo de luta ser mais versátil. O americano se vira bem em pé e no chão. Aposta: vitória de Cerrone por finalização.

E para finalizar, Rafael dos Anjos. O brasileiro vem de 5 vitórias consecutivas e ganhou seu maior desafio, o russo invicto Khabib Nurmagumedov. Este, vem aterrorizado a categoria e vencendo com seu estilo agressivo e com ótimo ground and pound. No UFC foram 5 lutas, com 5 vitórias. Essa é a luta mais equilibrada. O brasileiro é experiente no UFC, luta desde o evento número 91. Antes irregular, agora ele está pronto e completo. É um divisor de águas para ambos. Quem vencer fica próximo do Title Shot. Aposta: Rafael dos Anjos vence por decisão.

UFC Fight Night: Werdum x Browne

CARD PRINCIPAL
Fabricio Werdum vs Travis Browne
Miesha Tate vs Liz Carmouche
Donald Cerrone vs Edson Barboza
Brad Tavares vs Yoel Romero

CARD PRELIMINAR
Rafael dos Anjos vs Khabib Nurmagomedov
Thiago Alves vs Seth Baczynski
Jorge Masvidal vs Pat Healy
Estevan Payan vs Alex White
Caio Magalhães vs Luke Zachrich
Jordan Mein vs Hernani Perpétuo
Dustin Ortiz vs Ray Borg
Mirsad Bektic vs Chas Kelly
Derrick Lewis vs Jack May

OSS!

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por Fernando Pilat
| @fernandopilat